Esses olhos que cruzam com os meus – muitas vezes solitários, angustiados – olham para ver ou apenas o fazem mecanicamente? Como se a visão não fosse um instrumento extraordinário, que amplia, mostra e diz... Este último foi um olhar pedinte, uma moeda, foi penetrante mas tornou-se desconfiado, naturalmente, quando disse que não havia. Maldita moeda! Até quando será necessário depender de algo tão sujo?? Enfim, gosto de conviver com a beleza dos olhares inquietos, ou mesmo os perdidos, tentando descobrir onde se perderam...
Escrito por Nós às 01h04
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