 |
|
|
Esses olhos que cruzam com os meus – muitas vezes solitários, angustiados – olham para ver ou apenas o fazem mecanicamente? Como se a visão não fosse um instrumento extraordinário, que amplia, mostra e diz... Este último foi um olhar pedinte, uma moeda, foi penetrante mas tornou-se desconfiado, naturalmente, quando disse que não havia. Maldita moeda! Até quando será necessário depender de algo tão sujo?? Enfim, gosto de conviver com a beleza dos olhares inquietos, ou mesmo os perdidos, tentando descobrir onde se perderam...
Escrito por Nós às 01h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
No vazio de seu quarto, ela torna-se para a frente de sua janela; milhares de outras ao seu redor. Quantos lares, mesas de jantar, televisões azuis, luzes piscantes e coloridas por toda parte, era final de ano, quantas famílias, casais solitários, crianças, times de futebol, sons variados, campainhas... São tantas janelas! Cachorros! No meio da madrugada! Hábitos estranhos, cortinas estranhas! Festas, aniversários, brigas... Prédios de um a treze, andares do um ao quinze, seis apartamentos por andar:muito cálculo pensou: - Um condomínio é realmente uma sociedade intrigante participamos, de certa forma, da intimidade de cada um, mas mal conhecemos nossos vizinhos...
Escrito por Nós às 00h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Primavera hormonal
Bicou a melodia enquanto urinava.
Lavou suas mãos, tendo como atitude próxima, procurar seu cigarro. Maço amassado e umidecido pela chuva que a pegou no caminho... dois filtros na mão. Havia mais um cigarro. Acende-o feliz.
Saboreia a fumaça que traga. Observa os quatro cantos. Escuta comentários que afetam seu bolso. Tendência capitalista.
Quem fala? Um ex-companheiro. Critica nossa amizade.
Sair: o faz.
Passa pela ponte do esgoto sentindo nojo daquela “água”.
Cabrum!
Estrondoso trovão, antecedido da claridade do raio, comemora a primavera hormonal.
Débora quer prosperar no próximo verão.
Escrito por Nós às 12h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Acompanhado de minha avó, escutava o discurso do pastor que tentava mostrar sua adoração por uma coisa tão bem criada. Ela olhou-me e disse: - "Por que você não busca uma religião?" No exato momento pensei: preciso contar para ela. É, ela...
Joaquina é uma bela mulher. A conheci de modo bobo. Como nós! Ainda bem que a encontrei. Não buscava; foi uma chegada triunfal!
Bem sabem que tantos dias tristes no tempo que exercem uma força que não gostaria de sentir, provocam a angústia e meus olhos vertem aquilo que alguns necessitam explicação. Todavia, ela crê na simplicidade. Simples!
Simplicidade esta que ainda não vivo, não completamente, talvez uma utopia, mas que está para realizar-se.
Matheus chegou de forma simples, aos poucos veio preenchendo lacunas, transformando angústias em meios sorrisos ao longo do dia, dia corrido, cheio de pessoas, que passavam por mim desapercebidas, cegas.
Ele tem os mesmos olhos, capazes de enxergar além do que todos procuram, buscando a felicidade em frascos coloridos e em palitos finos que amenizam a dor. Bobos como nós sabem como essa dor pode ser a mais cruel de todas as formas de sentir; de saber e não querer; de olhar e não poder desviar-se; de sentir mas não compartilhar.
Algo foi despertado, como um vulcão adormecido, sua rigidez aos poucos se desmancha, em borbulhantes lavas que trazem movimento ao que era quase moribundo.
Matheus segue com sua sinceridade e isso me seduz....
Escrito por Nós às 00h51
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Escrito por Nós às 19h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |